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A prática do Compliance na esfera digital

De que forma o Compliance, aplicado ao cenário de TI, pode beneficiar a posicionamento de uma empresa no mercado

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Flávio Paiva (*)

Justamente pelo seu avanço contínuo e acelerado, e por ser o ambiente online um espaço ainda tão sujeito às violações de normas, condutas e até hackeamentos, é possível conceber, claramente, uma ligação de importância entre o Compliance e o mercado digital e de TI. Mas, afinal de contas, o que significa o termo “compliance”?

Para resumi-lo em uma só palavra, “conformidade” é a escolha ideal. A prática do compliance nada mais é do que a cooperação de todos os membros envolvidos em determinado procedimento para que todas as regras estipuladas sejam seguidas de maneira clara, transparente. Portanto, ao falarmos de compliance no mundo do TI, falamos, antes de mais nada, da cultura organizacional aplicada ao uso aparatos digitais que temos em mão em nosso dia-a-dia corporativo.

Obstáculos e avanços
Talvez um dos maiores impasses que o compliance no mundo digital tenha enfrentado seja a falta de uma regulação própria para o ambiente online. Não raramente, por ser uma área ainda nova no mercado, profissionais do campo não sabiam ao certo como seguir uma conduta de regras que garantisse a segurança de todos os dados envolvidos nos processos digitalizados. Mas felizmente, isso tem mudado com o passar dos anos.

Um exemplo disso é o monitoramento de e-mails empresariais, os quais por muito tempo requisitavam de uma jurisprudência para serem passíveis ou não de supervisão. Hoje, o profissional já pode contar com o artigo 932 do Código Civil, o qual legaliza que tais informações sejam inspecionadas e, de acordo com seu conteúdo, seus autores se responsabilizem integralmente com suas consequências. Dentre outros exemplos, podemos citar a Lei contra Crimes Eletrônicos, a que trata de Direitos Autorais, Home-Office e Marco Civil da Internet, por exemplo, todas as quais vem, ao longo dos anos, se aprimorando no quesito de cooperação e armazenamento de informações no meio digital.

Medidas regulatórias e a necessidade de políticas internas
Embora já existam diversas leis acerca destes métodos de conformidade digital, nem sempre um gestor está completamente ciente de sua existência. Mas isso não quer dizer que sua empresa estará à mercê de achismos no assunto. Simples práticas rotineiras podem garantir uma boa conduta do gerenciamento de informações e conteúdos digitais.

Dentre essas práticas, podemos citar: políticas internas a respeito do uso de recursos de TI, auditorias prévias que conscientizem todos os colaboradores sobre as regras, aparatos utilizados, suas funções e formas de manuseio, constante atualização da empresa quanto a novas ferramentas e possibilidades, transparência na comunicação perante outros membros da equipe, relatórios detalhados de todas as atividade exercidas, dentre muitas outras ações que podem otimizar a relação da sua empresa com a tecnologia.

Tais medidas, quando seguidas corretamente por todos os membros de uma corporação, trarão a longo prazo benefícios estruturais para uma empresa, tais como a redução de custos com averiguações de sistema, maior segurança de dados, maior credibilidade em seu mercado, otimização na relação com seus clientes, aumento de produtividade com a utilização segura de diversos aparatos tecnológicos, além do aumento de produtividade e rendimento de toda a corporação.

Conclusão
Por fim, não podemos esquecer do fator que reside na essência do processo de Compliance, seja ele referente a esfera virtual ou não: a comunicação transparente dentro de uma equipe. É ela que irá ditar se todas as medidas acima citadas serão ou não uma possibilidade em qualquer ambiente empresarial, pois a clareza é o que garante que todos os colaboradores estejam aptos agir de acordo com a conduta proposta para o crescimento da empresa.

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O Compliance, vale reforçar, é uma prática que reside na ética e no bom senso, e por isso pode ser aplicado em todas as esferas das relações interpessoais. Se nesta primeira camada ele não funciona, não é na digital que alcançará seu sucesso. Um compliance de TI bem sucedido nada mais é do que a consequência de uma dinâmica saudável e fluida dentro de um ambiente corporativo. Logo, o exercício destes processos de conformidade, baseado em interações humanas bem desenvolvidas, é essencial para que uma política de Compliance seja bem executada e os frutos sejam colhidos em prol do sucesso e fortalecimento do posicionamento de mercado de qualquer empresa.

(*) É gestor de TI, engenheiro elétrico, sócio e CEO da ITO1.

Crie o primeiro aplicativo para iOS em um mês

Quem sempre quis tirar do papel a ideia de criar um aplicativo, poderá dar o primeiro passo para se tornar um desenvolvedor para plataforma iOS agora e em apenas um mês. A Quaddro Treinamentos, maior centro de desenvolvimento de carreiras mobile no Brasil, abre inscrições para o curso intensivo de férias para os interessados em aprender a desenvolver apps para iPhone e iPad de maneira prática e dinâmica. As aulas serão de 2 a 27 de julho.
Em um treinamento presencial e com a apresentação de exemplos para facilitar a aprendizagem, o aluno conhecerá a nova linguagem de programação desenvolvida pela Apple, Swift, e as boas práticas exigidas pelo mercado para a carreira de desenvolvedor decolar. Afinal, a cada dia os smartphones ganham mais e mais usuários, que se tornam uma fatia de público potencial considerável para o uso de apps. Aprender a programar pode colocar o alunode vez cara a cara com essa oportunidade de mercado.
A reserva de vaga deve ser feita pelo site da Quaddro Treinamentos (http://ofertas.quaddro.com.br/swift-intensivo-de-ferias-2018). O investimento do curso, para pagamentos até 2 de julho, é de R$ 4.950 à vista, com opção de parcelamento de 4 vezes de R$ 1.375.


Monitoramento é estratégia!

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Conhecer o inimigo é a arte da guerra. Estar um passo a frente e entender o pensamento do seu adversário pode garantir uma vitória durante a batalha. No mundo dos negócios essa arte não é diferente. Conhecer seu concorrente, como ele pensa e o que ele faz, é muito importante para ter sucesso.
Graças a internet, monitorar a concorrência se tornou mais acessível. E essa prática pode ajudar a embasar decisões, de forma que sejam assertivas e muito mais estratégicas. O mundo digital traz milhares de informações e a interpretação de cada uma delas, e os possíveis cruzamentos desses dados, precisam estar presentes nas corporações.
Vivemos um momento em que o empreendedor não pode mais contar com a sorte ou achismos. Temos dados e eles precisam ser a base das tomadas de decisão.
Para sair na frente, comece listando seus concorrentes. Leia e pesquise o que fazem, onde estão, no que se diferenciam e como destacam no mercado que atuam. Isso exercita o olhar para o seu próprio negócio e te permite identificar melhorias necessárias, além de reforçar os pontos de vantagem que sua empresa tem.
Dê atenção aos websites, afinal eles são grandes conversores de vendas. Veja os pontos positivos, o que funciona ou não, mecanismos de busca, conteúdos. Tudo é relevante.
Monitore também o comportamento das marcas competidoras em seus canais sociais, eles são uma fonte inesgotável de informações que podem te ajudar a direcionar estratégias desde a criação até a divulgação de um produto ou serviço. É essencial conhecer as plataformas dos concorrentes, não apenas para descobrir tendências, mas também para analisar qual o tipo de estratégia de conteúdo e comunicação esta sendo realizada e o nível de interação dos consumidores com as empresas.
Use a tecnologia a seu favor. Existem muitas formas de conhecer o seu mercado e os que nele atuam. Entretanto, como todo guerreiro, você precisa estar atento às mudanças e preparado para atacar.

(Fonte: Eduardo Prange é CEO da Zeeng – Data Driven Platform, e atua com Marketing Digital há mais de dez anos, com participação em mais de cem projetos relacionados ao tema).

ATAQUES BASEADOS EM MEMÓRIA ESTÃO EM ASCENSÃO: PROTEJA-SE!

Guilherme Freire (*)

Qual setor terá uma maior expectativa de sucesso para esse e os próximos anos?

O questionamento é mais do que compreensível, pois estamos em um ano de revitalização da economia e uma série de problemas a resolver. Além da baixa estimativa de melhora – especialistas apontam um crescimento de 3% para este ano.
Diante disso, apostar em segmentos que tenham grande potencial de atrair investimentos pode ser uma boa tática para uma consolidação mais ágil no mercado. Hoje, o empreendedor brasileiro que inicia uma startup enfrenta dois grandes desafios: a necessidade de levantar capital e a falta de know-how operacional.
Quando falamos em startups, uma das alternativas para angariar aportes são os investidores anjo, que são pessoas físicas que investem seu próprio capital em empresas em estado nascente. Outra opção são os fundos de venture capital que entram no estágio seguinte, caso a empresa consiga demonstrar um bom potencial de crescimento. Essas duas modalidades de investimento estão começando a ganhar escala e a tendência é que cada vez mais aumente o volume de investimentos em novas empresas.
Empresas na área de tecnologia aplicada à educação (Edtechs) e ao setor financeiro (Fintechs) atraíram muitos investimentos em 2018 – e a promessa é que esse movimento continuará nos próximos anos. Estes são os setores preferidos devido as oportunidades de "disruption", ou seja, a facilidade de criar novas soluções utilizando inovações tecnológicas que criem um impacto relevante no setor.
O mercado de Fintechs está cada vez mais aquecido por conta do potencial dessas startups no mercado brasileiro. Em 2017, as fintechs movimentaram mais de R$ 457,44 milhões em investimentos, segundo monitoramento do Conexão Fintech. Em 2018, a Nubank, primeira fintech a se tornar um unicórnio brasileiro, recebeu um aporte de US$150 milhões. Os valores arrecadados ultrapassaram o total do ano passado em apenas dois meses.
Já as Edtechs representadas por empresas como o Veduca e o Descomplica (que recentemente recebeu aporte de 54 milhões) usam tecnologia, plataformas e cursos onlines para melhorar a educação no país, onde o ensino tradicional se limita apenas as salas de aula.
Tanto o setor de fintechs quanto o de edtechs avançam em ritmo acelerado. No entanto, ao mesmo tempo que esses segmentos abrem um leque de oportunidades, os desafios também são enormes.
No setor de fintechs, existe uma série de procedimentos ligados a leis, que definem o sistema financeiro do país, e as novas empresas tem de se encaixar no que é exigido. Algumas práticas que acontecem em vários países do mundo não funcionam no Brasil devido aos procedimentos legais, portanto é importante estar atento a isso.
Como o controle dos dados dos usuários dos bancos estrangeiros, por exemplo. Um banco na Europa é obrigado por lei (PSD2) a disponibilizar os dados para terceiros via APIs, enquanto no Brasil as empresas precisam negociar com os grandes bancos essa possibilidade ou encontrar outras maneiras de conseguir os dados, mesmo com o aval do cliente. Entretanto, isso deve mudar em breve pois o movimento do open banking está ganhando força no Brasil.
Já nas Edtechs, a dificuldade é com a resistência de parte do setor em mudar uma realidade que está moldada no mesmo formato há muito tempo. Este é um processo grande e o empreendedor do nicho de educação tem de estar planejado para isso.
Independente do setor, quando se abre um empreendimento é importante ter clareza quanto à relevância do problema que seu negócio vai tentar resolver e se a sua solução é viável do ponto de vista financeiro e técnico. Depois, o trabalho é juntar os melhores talentos com o objetivo de garantir que a execução seja feita conforme o planejado. Se a linha de trabalho estiver com esses dois pontos bem definidos a consequência será muito positiva.

(*) É MBA pela Wharton Business School na Universidade da Pensilvânia e Co-fundador da Wharton Alumni Angels Brasil

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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