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A revolução 5G vai muito além de internet mais rápida para seu celular

As discussões sobre o avanço das redes de telecomunicações rumo ao chamado “5G” têm levantado discussões em diversos locais pelo mundo – inclusive no Brasil. Recentemente, a ANEEL aprovou o lançamento de uma consulta pública sobre o assunto, com o objetivo de preparar a chegada do serviço no País

Foto: Reprodução

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Ricardo Bonora (*)

Mesmo sendo um assunto com presença constante no noticiário, poucos entendem, de fato, quais são as reais consequências do avanço da rede 5G em todo o mundo. A implantação dessa tecnologia vai trazer resultados muito mais expressivos do que os observados em etapas anteriores, possibilitando a geração de novos modelos de negócio e, em último grau, vai mudar totalmente a relação com a vida em sociedade.
Mas, até chegar nesse estágio, é fundamental entender o que é o 5G e por que seu avanço é tão importante. Para assimilar isso, é preciso voltar no tempo e lembrar como o 2G, 3G e o 4G representaram enquanto avanços tecnológicos de grande impacto, principalmente relacionados aos smartphones. A segunda geração de celulares trouxe como grande diferencial o uso de SMS e envio de e-mails sem precisar usar um computador. Com o 3G, foi possível pela primeira vez enviar fotos e vídeos para outros aparelhos – saindo da era do texto como única forma de se comunicar entre celulares. Em seguida, o 4G (que chegou por volta de 2010 e se mantém até hoje) possibilitou um ganho substancial em velocidade, permitindo baixar conteúdo, realizar transmissões online e fazer grande parte das tarefas com as quais estamos acostumados – como ouvir música, assistir séries etc.
Nesse sentido, o 5G, cuja chegada está prevista para 2020, vai trazer um ganho substancial de velocidade. Em números, essa nova forma de conexão será cerca de 20 vezes mais rápida do que o 4G. Com isso será possível agilizar muitas tarefas de nosso cotidiano – bastarão segundos para baixar filmes, por exemplo.
Mesmo oferecendo tantas facilidades ao dia a dia, vale ressaltar que a principal vantagem que o 5G trará ao mercado estará na possibilidade de criar novos segmentos de negócios e fomentar uma sociedade cada vez mais conectada. Essa nova geração vai abraçar uma rede cada vez mais ampla de conexões e, por isso, ela já fomenta o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, como carros autônomos, drones usados para serviços de entrega e o uso de realidade virtual.
Áreas não estritamente relacionadas com o mundo da telefonia ou de alta tecnologia, como transporte público e saúde, também serão diretamente impactados pelos benefícios do 5G, por também contarem com uma infinidade de dispositivos interconectados.
E afinal, como isso será possível? Falando de maneira técnica, a ITU (International Telecommunication Union, agência da ONU para as telecomunicações), indica como especificações mínimas o download de 20 Gigabits por segundo e o upload de 10 Gigabits. A banda será então dividida entre todos os usuários conectados no momento: a meta de download por usuário em áreas urbanas densamente povoadas é de 100 Mbps em download e 50 em upload. Em um contexto urbano, a velocidade real do 4G não chega nem perto, com uma média de 5-12 Mbps no download e 2-5 Mbps no upload.
Na prática, as redes 5G foram projetadas para usar ondas de alta frequência (no espectro entre 30 e 300 GHz, conhecidas como espectro de “ondas milimétricas”), e podem ser capazes de transportar grandes quantidades de dados em altas velocidades. No entanto, elas não viajarão para tão longe como as ondas de baixa frequência usadas com o 4G, e terão dificuldade em contornar obstáculos como paredes, edifícios etc. Por esta razão, as operadoras precisarão instalar uma quantidade maior de mini antenas para obter a mesma cobertura que o 4G. Em muitos casos, o 5G substituirá as redes domésticas de Wi-Fi, oferecendo velocidades mais altas e uma melhor cobertura.
Graças às suas características técnicas, o 5G será aplicável aos campos mais distintos, indo além das funções de chamada, navegação na web ou realidade virtual; será relacionado ao mundo da IoT e, consequentemente, atraindo o interesse de muitas empresas. Será um impacto não apenas tecnológico, mas também e sobretudo econômico, tanto que se espera, segundo um estudo da Ericsson no Mobile World Congress 2017, criar um mercado de, pelo menos, 1200 bilhões de dólares nos próximos dez anos.
Com isso, consequentemente teremos redes mais densas. Espera-se que as redes também possam garantir até um milhão de dispositivos conectados por quilômetro quadrado. As novas tecnologias poderão criar até 3 milhões de novos empregos apenas nos Estados Unidos, contribuindo com até US$ 500 bilhões no PIB dos EUA entre investimentos diretos e induzidos.
Analisando essa inovação sob um espectro de longo prazo, será possível formar uma sociedade cada vez mais empática e criativa, na qual a tecnologia será mais um importante instrumento para a democratização do acesso à educação e saúde de qualidade. Com conexões mais rápidas, confiáveis e seguras, o 5G dará mais agilidade à prestação de serviços e poderá contornar dificuldades relacionadas a processos burocráticos ou morosos, que muitas vezes encarecem e podem diminuir a qualidade do serviço final oferecido.
Ao facilitar a conexão entre as mais diversas informações, o dia a dia das empresas ganhará ainda mais agilidade, em um ritmo que poderá ser reproduzido de maneira eficiente para os demais segmentos da sociedade. O setor de saúde, por exemplo, poderá se beneficiar de maneira mais rápida na troca de informações sobre seus pacientes – o que será fundamental para atender casos de urgência, por exemplo. O consumidor também poderá ser beneficiado, em especial se sua rede varejista puder disponibilizar produtos de ponta e de qualidade na renovação de seus estoques.
Por fim, a agilidade do 5G vai representar uma alternativa muito importante em um mundo cada vez mais conectado, gerando mudanças em cadeia e que darão suporte aos avanços já obtidos, além de abrir caminho para a implementação de avanços em pesquisa e desenvolvimento.

(*) É head de Telecom e Mídia da Indra no Brasil.

A pequena empresa mais inteligente

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Todos os dias, os gestores das pequenas empresas precisam tomar decisões que vão impactar diretamente seus negócios, como a realização de um investimento, contratação de um novo funcionário ou mesmo em relação a compras de matérias-primas e mercadorias. Escolhas que precisam ser muito bem analisadas e colocadas em prática de forma rápida para aproveitar o timing de uma negociação com fornecedores ou o período do ano para aumentar a linha de produção.
Mas, em geral, as companhias de pequeno porte não possuem backoffices bem estruturados para apurar, processar, correlacionar e integrar informações operacionais e econômicas, como rentabilidade das vendas, giro de estoque e pagamentos a receber, por exemplo. Isso faz com que os gestores precisem apostar no próprio feeling na hora de tomar uma decisão estratégica, o que pode levar a erros e prejuízos irreparáveis aos negócios.
Diante da necessidade de tomar a decisão certa no momento certo, uma opção que tem ganhado força nos últimos tempos é o Business Intelligence, ou simplesmente BI - um conjunto de técnicas e tecnologias para análise de dados, que transforma todas as informações da empresa, independente da área ou processo, do mais simples ao mais complexo, em insights e indicadores confiáveis para guiar decisões estratégicas.
Em outras palavras, o papel do BI é proporcionar uma visão mais ampla dos negócios, permitindo ao gestor acompanhar de perto processos que antes não estavam à vista, como controle de estoque, capital de giro, fidelização de clientes, entre outros, e ainda aumenta o controle e monitoramento de todas as atividades referentes à empresa. Isso possibilita identificar possíveis melhorias que podem ser realizadas para alancar os processos citados e, consequentemente, os resultados corporativos.
Além disso, com uma solução de BI bem implantada e em conformidade com o sistema de gestão em uso na companhia, as análises e indicadores podem ser atualizados em tempo real, garantindo que as tomadas de decisões estejam de acordo com a realidade da companhia, e assim evitar surpresas desagradáveis ao final do mês.
Mas é importante ressaltar que, apenas a adoção e aplicação do BI não são suficientes para fazer com que a gestão da pequena empresa evolua para alcançar a maturidade desejada. Também é preciso investir na melhoria de processos e também na capacitação das pessoas da equipe que compõe a companhia para fazer o melhor uso da tecnologia e dos indicadores obtidos.
Por isso, contar com um parceiro que ajude a tornar os negócios mais inteligentes por meio do BI é uma boa opção para assegurar que tudo ocorra dentro do planejado e certificar que os envolvidos no uso dos dados estejam devidamente treinados para fazer pleno uso deles.

(Fonte: Andressa Borges de Almeida é gerente comercial da Jiva).

Como as micro e pequenas empresas podem investir na inovação?

Davi Izidoro Marim (*)

A importância de sempre se manter em constante renovação de seus modelos de gerenciamento e de produção

Embora o Brasil tenha passado por um período de grande instabilidade econômica, podemos já observar uma gradual recuperação neste cenário. E, se até então, a principal preocupação das empresas era a de se manter ativa em meio às incertezas do passado, agora a situação passa a se reverter e o mundo corporativo, incluindo a esfera das micro e pequenas empresas, tem como prioridade estar compatível aos padrões da concorrência.
Para que isso aconteça, já não podemos mais apostar apenas nos modelos tradicionais de organização, gestão e de posicionamento mercadológico. É preciso seguir as trilhas da disrupção!

A inovação como parte da cultura
Um estudo feito pela Dell Technologies revelou que, dos 4 mil líderes empresariais entrevistados, 45% diz temer que a própria empresa se torne obsoleta em uma margem de 3 a 5 anos. Medo este que é justificável, dado o número crescente de empresas que precocemente fecham as portas por não mais conseguirem se sustentar dentro de seus parâmetros de trabalho.
Logo, a solução habita exatamente em como implementamos uma cultura capaz de se renovar, uma cultura de inovação. Empresas que buscam reinventar suas formas de trabalho, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte, precisam compreender a disrupção como uma característica que integre o seu caráter empresarial; somente assim as medidas de mudança podem ser efetivas e trazer resultados sólidos e de confiança.

Perspectivas positivas
Um grande ponto que as empresas de pequeno porte têm ao seu favor é a flexibilidade de seus padrões de trabalho. Para grandes corporações que queiram mudar sua cultura completamente, uma série de procedimentos onerosos são necessários, tais como adaptações burocráticas, tributárias e legislativas.
Com as micro e pequenas empresas, essa preocupação é menos ampla, justamente pelas estruturas mais enxutas. Equipes menores e maior proximidade com os clientes, por exemplo, significam menos gastos e mais agilidade.

A inovação na prática
Vejamos então alguns dos principais passos que podem auxiliar as micro e pequenas empresas a triunfar dentro de seu nicho de mercado através de simples, porém efetivos, movimentos em direção a disrupção
• Investindo na interação: trazer consumidores não só para o momento de compra e venda, mas sim, para uma dinâmica que incite diálogos, troca de opiniões e experiências é sempre uma ótima forma de conquistar um público fiel e engajado nas ações de uma empresa. Além disso, entender os anseios dos consumidores é fundamental para buscar desenvolver ou melhorar produtos e serviços;
• Experiências em todas as etapas: atualmente, a empresa que ganha vantagem perante a concorrência é aquela que se mantém presente na memória de seus clientes; para isso, promoção de eventos, prêmios e sorteios, por exemplo, auxiliam consideravelmente na retenção de um grupo de consumidores que leve a sua marca não só como uma fornecedora de determinado produto, mas como uma figura que integra suas rotinas de forma positiva. Além disso, é possível investir, do ponto de vista da inovação, tanto na presença nos ambientes digitais, por exemplo, quanto em ferramentas mais acessíveis de CRM, para que as micro e pequenas empresas busquem uma compreensão mais ampla de seus consumidores;
• Parcerias para o crescimento mútuo: pequenos negócios tem a grande vantagem de poder evoluir de forma colaborativa ao unir forças com outros nomes do segmento (pense, por exemplo em pequenos negócios ou startups que recebem aporte de grandes empresas em prol do desenvolvimento, em mão dupla, de inovação; isso, além de fortalecer o nome de ambas empresas envolvidas através de campanhas de promoção de seus produtos e serviços, também impulsiona a cultura e economia local;
• Otimize constantemente seus produtos: muitas vezes, uma loja especializada em dado material nem sempre possui a opção de oferecer algo totalmente novo ao mercado; mas isso não quer dizer que ela precise se restringir ao que tem feito até então – pequenas melhorias funcionais são ótimas para ir além do padrão de qualidade previamente estabelecido por uma companhia;
• Não abra mão da tecnologia: quando pensamos em softwares e sistemas de gestão operacional, é comum que a primeira coisa que nos venha em mente sejam empresas multinacionais com uma infinidade de processos a serem gerenciados. Mas, na realidade, a implementação destas ferramentas é benéfica a empresas de todos os portes justamente pela otimização de tempo e redução de custos que ela traz. Por isso, um investimento em tais ferramentas significa um investimento em toda a qualidade de produção que a sua empresa apresenta;
• Crie um conteúdo relevante associado à sua marca: Por fim, mesmo a divulgação de sua empresa pode contar com imput da inovação. Estratégias de Inbound Marketing, por exemplo, contam com a base dos meios digitais e criação de conteúdo de qualidade associada a uma marca, sem que para isso, seja preciso dispender recursos que, em muitos casos, fogem da realidade das pequenas empresas.

Por fim, acredito que, com a aplicação não só das recomendações acima, mas também, de uma cultura interna que motive toda a equipe a sempre buscar se reinventar até mesmo nas menores particularidades de seu trabalho, as pequenas empresas têm tudo para tornarem-se um destaque de valor no mercado em que atuam. Deste modo, servirão de inspiração para novos empreendedores, fomentando o ciclo da inovação e da livre-iniciativa no país!

(*) É administrador de finanças, sócio e diretor executivo da ITO1.

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