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Enquanto o 5G não chega, saiba se vale a pena adotar o 4.5G

Operadoras investem para aumentar a velocidade de conexão atual dos smartphones; saiba o que é marketing e o que é realidade nessa solução

Foto: Reprodução

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Samir Vani (*)

Nos últimos meses, temos visto operadoras de telefonia celular promovendo suas redes 4.5G (ou outros nomes similares, como o 4G+), soluções apontadas como uma opção para ter maior velocidade no acesso à Internet. O movimento lembra um passado não tão distante, na época da transição do padrão 3G para 4G, quando as operadoras lançaram serviços e tecnologias intermediários, também chamados em sua época de 3.5G, entre outros nomes.

Mas, afinal, o que é 4.5G? Ele cumpre a promessa das operadoras? Posso usar isso no meu aparelho? Na verdade, de acordo com os órgãos internacionais, as nomenclaturas das evoluções da quarta geração de dados móveis são chamadas LTE Advanced e LTE Advanced Pro. Logo, o que faz parte desses aprimoramentos está dentro do conjunto de tecnologias 4G, e somente assim deveria ser chamado.

Então é somente marketing o que vemos na TV? Também não...Vamos aos fatos: a tecnologia 4G evoluiu bastante nos últimos anos, e esses avanços garantiram que as atuais velocidades de conexão cheguem a duplicar ou até triplicar as que experimentávamos na tecnologia 4G inicial.

Uma das novas funcionalidades mais interessantes do 4.5G é a chamada “Carrier Agregation”. Essa tecnologia permite aos aparelhos se comunicarem com a rede em diferentes frequências simultaneamente, fazendo assim com que o usuário, ao baixar alguma informação, ver um vídeo, por exemplo, consiga melhorar bastante sua velocidade, diminuindo consideravelmente aquela sensação de travamento, e com isso os usuários têm uma experiência superior. E essa tecnologia auxilia tanto no download de arquivos como no upload.

A boa notícia, em tempos de crise de e consequente aumento de preços de aparelhos, é que essa tecnologia está chegando aos segmentos de preços mais baixos de smartphones, e assim faz com que um número muito maior de usuários tenha experiências mais agradáveis de navegação na internet. Pelo lado das redes das operadoras, essa tecnologia pode melhorar consideravelmente a capacidade, pois, com usuários baixando arquivos mais rapidamente, é possível liberar os serviços mais rapidamente a outros usuários.

Mas isso funciona no meu smartphone atual? Caso você não possua um aparelho high-end comprado recentemente, possivelmente seu aparelho não possui essa funcionalidade integrada. Ou seja, não poderá tirar proveito dessa tecnologia. Na hora da próxima compra de um celular, vale checar se o aparelho desejado é compatível com a tecnologia Carrier Aggregation, para que você possa se beneficiar desse novo avanço tecnológico.

Na MediaTek, empresa que lidera o mercado de chipsets para smartphones na América Latina, temos como um de nossos objetivos agregar cada vez mais recursos que permitam aos celulares serem cada vez mais inovadores, mas sem abrir de mão de preços acessíveis. Só assim é possível democratizar o uso da tecnologia. Dentro desse espírito, já temos em nosso portfólio uma nova geração de processadores prontos para o LTE. E esses produtos chegarão em breve aos mercados ao redor do mundo.

O 4.5G (ou outros nomes que vamos ouvir relacionados) é uma boa notícia para nós consumidores, que teremos a possibilidade de utilizar os nossos inseparáveis companheiros, os smartphones, de maneira mais eficiente, enquanto esperamos pelo tão falado padrão 5G, que trará um pacote ainda melhor de tecnologias. Mas isso é conversa para uma próxima oportunidade...

(*) É Country Manager da MediaTek no Brasil, empresa fabricante global de semicondutores para equipamentos como smartphones

Symantec ajuda FBI em 74 detenções de criminosos cibernéticos

A Symantec, empresa líder no mercado de segurança da informação, revelou que sua inteligência em quase 1,6 milhão de sites de phishing ajudou o FBI e outras agências internacionais a identificar e prender 74 supostos criminosos cibernéticos por esquemas de Business Email Compromise (BEC), projetados para interceptar e sequestrar transferências eletrônicas de empresas e indivíduos. A Operação Wire Wire foi conduzida por seis meses com informações do Projeto Dolphin da Symantec, que identifica sites de phishing usando uma técnica única para comparar novas páginas da Web a sites legítimos conhecidos. Além das prisões, o esforço coordenado culminou em uma apreensão de quase US$ 2,4 milhões e a interrupção e recuperação de aproximadamente US$ 14 milhões em transferências eletrônicas fraudulentas.
“A equipe do Symantec Security Response, responsável pelo desenvolvimento do Projeto Dolphin e por auxiliar o FBI nessa operação, tem um histórico incomparável quando se trata de detectar atividades fraudulentas. A Operação Wire Wire e a Bayrob são os principais exemplos da colaboração que promovemos com a lei para impedir ataques de criminosos cibernéticos”, afirma Mike Fey, presidente e diretor de operações da Symantec. “Com o poder do Global Threat Intelligence Network da Symantec, não tenho dúvidas de que nosso número de sucessos continuará a crescer", complementa o executivo.
Os ataques BEC e phishing funcionam atraindo as vítimas para o site malicioso por e-mail, e apresenta uma página verossímil que imita outro site legítimo. A vítima, acreditando estar no site real, insere suas credenciais, que são enviadas ao "pescador". Por meio de sua pesquisa, a Symantec descobriu que os alvos mais escolhidos são para “phishing de credencial”, e não o tradicional “phishing financeiro” - uma mudança em relação ao que era comum até então.


Os desafios do compliance nas startups brasileiras

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Nos últimos anos, uma expressão ganhou espaço no ambiente corporativo: o compliance. Sua explicação até que é simples e refere-se às práticas adotadas pelas empresas para seguirem a legislação e regras internas e externas. Sua aplicação, porém, é que é complexa, fazendo com que o conceito ainda fique restrito às grandes organizações do país. Mas é justamente as startups, que buscam desenvolver produtos inovadores nos mais diversos segmentos, que mais precisam se proteger contra os riscos inerentes à boa gestão.
De acordo com a terceira edição da pesquisa Nível de Maturidade em Compliance nas Empresas Brasileiras, da consultoria Protiviti, 45% das companhias nacionais possuem pouca ou nenhuma prática nessa área – índice puxado sobretudo pelas pequenas e médias empresas. Contudo, outro levantamento, desta vez da KPMG, indica uma mudança de mentalidade importante: das corporações que possuíam métodos de compliance, apenas 9% ainda não tinham estruturado um departamento completo para esse fim em 2017.
As startups nem sempre se preocupam em estruturar essas boas práticas porque passam grande parte de seu expediente validando seus produtos e serviços e verificando a aderência deles no mercado. Além disso, muitos empreendedores também não sabem quais riscos seu negócio pode correr. Entretanto, cada setor tem suas peculiaridades e essas companhias precisam estar atentas. As fintechs, por exemplo, precisam garantir que os dados sejam anonimizados, ou seja, sem identificação de informações sensíveis, e garantir que poucas pessoas tenham acesso a dados de identificação dos usuários. Portanto, para evitar problemas futuros, o tema precisa estar presente desde a concepção da empresa.
Isso começa com a definição clara dos valores que a empresa deseja passar, de maneira que todos os colaboradores compartilhem essas ideias no que se refere ao compliance. Aqui trata-se não apenas da relação entre os colegas de trabalho, mas também na relação da própria organização com seus fornecedores e clientes. É preciso que todos os processos tenham uma ética estabelecida, para que nada possa surpreender depois, como ações judiciais trabalhistas ou cíveis. Até porque os riscos são enormes. Uma indenização pode levar a startup à falência. Portanto, antecipe-se ao problema e crie uma cultura ética desde o início.
A boa notícia é que a tecnologia também é uma aliada nessa questão. Ela ajuda a entender se os dados são sensíveis ou não e a compreender, de maneira clara, a origem deles. Ferramentas de governança, como o Collibra, são essenciais para auxiliar no entendimento da linhagem, auditar métricas e promover uma melhor compreensão das informações. Já equipamentos como câmeras inteligentes e sensores baseados em IoT (Internet das Coisas) protegem a propriedade intelectual da companhia e identificam quem tem acesso aos dados mais importantes.
Em um mundo cada vez mais conectado e com abundância de informações, tanto as grandes quanto as pequenas empresas precisam estar alinhadas ao compliance e seguir as melhores práticas de gestão. A União Europeia, por exemplo, já lançou uma regulamentação geral para proteção de dados – o que mostra que a privacidade e transparência serão normas em um futuro próximo. Quem não se adequar ficará para trás no competitivo mundo dos negócios.

(Fonte: Leonardo Dias é CDO e cofundador da Semantix, empresa especializada em Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Análise de dados).

Para ser eficiente, prédio deve ter excelência em fatores energéticos, operacionais e cognitivos

Igor Nakamura (*)

Cria-se um novo equipamento de automação aqui. Aplica-se um dispositivo eletrônico qualquer ali, baseado na internet, e pronto

Bastam pequenas ações para muitos gestores já acreditarem que estão utilizando no ambiente que administram tudo o que prometem as maiores inovações do mundo da tecnologia. Mas será que num tempo em que convivemos com inovações tão poderosas quanto Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e outras ferramentas podemos nos contentar com tão pouco?
Como ter certeza sobre a adequação dos novos equipamentos ou sistemas que estamos instalando ou confiar que a tecnologia usada na automação das edificações está realmente captando todo o potencial destas inovações? De que forma teremos condições de descansar tranquilos sabendo que estes locais estão realmente dotados de tudo o que é preciso e usando todo o arsenal disponível em prol dos usuários destes prédios, do meio ambiente e da sociedade como um todo, e principalmente de uma maneira automática?
Antes de começar a responder a essas perguntas é preciso olhar em volta e observar a realidade que nos cerca. Quando fazemos isto, vemos que ela nos dá poucos subsídios para achar que podemos emitir posições positivas ao questionamento acima.
Um recente estudo feito pelo Inmetro junto a 78 estabelecimentos de uso privado e coletivo, entre supermercados, cinemas e shoppings, climatizados artificialmente mostrou que 42% desses locais apresentam contaminação por poluentes químicos. Eles também registraram elevada concentração de CO2. Além disso, 56,4% dos edifícios apresentaram problemas de baixa temperatura e umidade.
Com essas condições, estes edifícios estão muito mais próximos de serem enquadrados no conceito de “Prédios Doentes” do que de “Prédios Eficientes”.
Considerando que este tipo de configuração é comum no Brasil e que muitas dessas edificações abrigam, diariamente, e ao longo de anos, boa parte e, porque não dizer, a maioria dos trabalhadores do Brasil, talvez possamos atribuir a este estado de coisas uma parcela de culpa pelos baixos índices de produtividade dos trabalhadores brasileiros se comparados aos seus colegas de países desenvolvidos.
Estima-se que no Brasil a produtividade do trabalho vem aumentando apenas cerca de 0,7% ao ano desde meados da década de 90. Assim, um trabalhador médio no Brasil é apenas cerca de 17% mais produtivo hoje do que era há 20 anos. Enquanto isso, trabalhadores médios de países de alta renda, tiveram um aumento de 34%, ou seja, exatamente o dobro, no mesmo período.
Para começar a responder às perguntas citadas acima, a primeira constatação que precisamos fazer é que, ao contrário do que muitos gestores pensam, a conquista do patamar de Prédio Eficiente não se restringe somente a adoção de fatores como automação predial de última geração, lâmpadas LED em todo prédio, reuso de água das chuvas, coleta seletiva de 100% dos resíduos e utilização de sensores de presença, por exemplo.
Apesar de já representarem um grande caminho andado, essas atitudes, se executadas, conseguem tratar somente das camadas mais superficiais da eficiência. Somente uma equação que considere a eficiência energética aliada ao alinhamento operacional e às questões cognitivas é capaz de levar uma edificação à condição de edifício verdadeiramente e continuamente eficiente, ou seja, o que busca a todo o momento ser eficiente, não se contentando somente aos aspectos operacionais.
Quando falamos em eficiência energética, estamos nos referindo a um ambiente capacitado a realizar medições e tarifações, que use 100% de automação e que consiga realizar constantes upgrades de sistemas.
No caso da excelência operacional, o que se espera de um edifício eficiente é que ele possa gerar relatórios gerenciais “online”, tenha agilidade para se adaptar rapidamente à dinâmica, ao dia a dia e que desenvolva uma programação efetiva nas intervenções preventivas eliminando quaisquer necessidades emergenciais corretivas.
No campo da excelência cognitiva, as exigências estão relacionadas à educação gerada por meio de treinamentos e palestras, informações online dos indicadores registrados, pesquisas criteriosas de análise comportamental. Posteriormente, realizar ações para a adaptação constante às necessidades dos ocupantes, como: ar condicionado, iluminação, controle de acesso, entre outros sistemas, totalmente flexíveis, variáveis e principalmente automáticos.
A junção destes três fatores intercalando as iniciativas mencionadas tem a capacidade de fazer com que o edifício possa usar todas as inovações tecnológicas na plenitude de suas possibilidades. Quando isso acontece, os clientes trabalham felizes, o IFT da empresa aumenta e multiplicam-se inclusive as possibilidades de planejar ações e trabalho com segurança. Neste estágio podemos dizer que sim, o edifício é eficiente.

(*) Possui mais de 17 anos de experiência no mercado de facilities e automação predial. É formado em Engenharia Elétrica, pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Administração de Empresas para Engenheiros pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) além de RAC – Refrigeração e Ar Condicionado, pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI).

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