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Cinco aplicativos que ajudam administrar a rotina no ambiente de trabalho

Quem está no mercado de trabalho passa aproximadamente oito horas por dia executando tarefas que demandam concentração, agilidade e resiliência

Foto: Reprodução

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José Braga (*)

No entanto, com a correria do dia a dia, muitas vezes, deixamos de cumprir alguns afazeres ou perdemos uma reunião por total falta de organização, o que impacta de maneira negativa no mundo corporativo.

Para um bom desenvolvimento e crescimento profissional é importante que o indivíduo tenha o controle de tudo aquilo que precisa desenvolver. Pensando em como administrar melhor o tempo no trabalho, separei alguns aplicativos que podem ser nossos aliados e que irão tornar a rotina muito mais produtiva.

OneNote
Aplicativo de administração do tempo que permite ao usuário verificar suas anotações onde bem entender. O bloco de notas disponibiliza a criação de várias listas, sejam elas destinadas para compromissos diários, horários de reuniões e relatórios a serem entregues.

Com ele é possível sincronizar tudo que é registrado com outros dispositivos eletrônicos como notebook, ipad e tablet, desde que tenham o OneNote instalado, além das pessoas do seu trabalho. Gratuito, pode ser baixado no computador, Android, Apple Watch e iPhone.

Wunderlist
Destinado para a criação de listas detalhadas e específicas, com ele é possível estabelecer desde pequenos afazeres, como verificar o e-mail profissional até marcar uma reunião com toda a equipe. Em cada nota, o usuário pode estabelecer um tempo para a finalização das tarefas e definir um alerta para ser disparado quando se aproximar da data máxima para a entrega deste trabalho. O app está acessível para download gratuito para os aparelhos móveis com iOs, Windows, Android e Kindle.

AnyDo
O AnyDo também é voltado para administração de tempo e foi criado para que as pessoas possam ordenar todas as suas pendências profissionais em um único local. A grande vantagem deste programa está na sincronização que acontece mesmo quando o dispositivo está off-line. Com ele podemos estabelecer listas de tarefas e dividir com outras pessoas, colocando comentários, anexos e sugestões, ele também oferece uma central de notificações. Esse aplicativo é pago, o valor por ano é de U$$ 26,99 ou R$ 87 reais.

Neotriad
Criado pelo especialista em administração de tempo, Christian Barbosa, com ele você consegue enumerar todas as pendências para o dia e calcular um tempo apropriado para a execução de cada uma. Além do controle de sua agenda profissional, esse software também possui uma área para organizar não apenas a produtividade no trabalho, mas também o desempenho de todos os colaboradores que estão sob sua liderança. O objetivo primordial é possibilitar um entendimento completo do seu tempo com alcance para todos os aspectos do seu dia a dia, porém com foco na sua carreira.

Rescue Time
É muito comum termos a impressão de ver o horário do expediente se esgotar tão depressa sem que tenhamos executado tudo o que tinha a fazer, certo? A explicação está na maneira com que você realiza a administração do seu tempo no trabalho. Pensando nisso, foi criado o app Rescue Time, que efetua o monitoramento de todas as atividades na internet e nos aplicativos instalados no smartphone, com a finalidade de auxiliar a atingir todas as metas e mostrar o progresso. Ele te avisa o quanto da sua jornada de trabalho é desperdiçada com distrações que não contribuem em nada. Por consequência, terá acesso a dados completos a fim de aprimorar a sua gestão do tempo.

(*) É CEO fundador da startup nerd2.me, startup que disponibiliza suporte técnico, conectando um especialista que soluciona problemas e dúvidas técnicas dos usuários.

Pesquisa aponta aumento de 90% em empréstimo online para novos negócios

Um estudo feito pela Lendico, fintech de crédito pessoal, aponta que o número de pedidos de empréstimo pessoal para novos negócios apresentou alta de 90% em agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O número caminha junto com pesquisas de mercado que mostram que apenas no primeiro semestre deste ano foram registradas 1,2 milhão de novas empresas no país (Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas).
Em uma comparação com agosto de 2017, a plataforma observou aumento 66% de aumento de pedidos de empréstimo para investir na empresa; 48% para eletrônicos e eletrodomésticos; 45% de aumento para compra/refinanciamento imobiliário; 37% para tratamento médico; 30% para pagar dívida; 28% para mobília reforma e/ou mudança; 21% para férias e viagens; 13% para educação.
Em relação a julho de 2018 houve um aumento de 23% no número de solicitações de empréstimo para tratamento médico, e 23% para pagamento de dívidas. Para eventos e festas a fintech também aponta aumento de 21%. Para educação um leve aumento de 16%.


Atendimento por Whatsapp: os desafios da integração

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Empresa que coloca o cliente no centro de sua estratégia sabe do poder do WhatsApp no relacionamento com o consumidor. Sempre às mãos, o aplicativo torna o processo de comunicação muito mais ágil, até instantâneo em diversos sentidos. Apesar de todo o potencial, muitas empresas têm tido dificuldades na integração com a versão Business, seja pela demora do retorno da plataforma ou por características da ferramenta que dificultam sua aplicação em centrais de atendimento.
Tais dificuldades se dão porque o WhatsApp atua como uma espécie de plataforma social e não possui uma API aberta, ou seja, estruturas de programação que permitam a comunicação entre sistemas. Com receio de ser responsabilizada por anúncios e spam para os usuários, a empresa relutou em liberar a API, mas o fez no início de agosto para versão Business, o que permitiu que negócios maiores respondessem com mais eficiência seus clientes. A facilidade no entanto só é gratuita quando as respostas aos consumidores são enviadas até 24 horas. A partir desse período, o aplicativo cobra pelo serviço.
O problema que veio a seguir foi a morosidade na liberação dos números. Diferentemente da versão convencional, usuários têm enfrentado demora na avaliação para conseguir o número para utilização do modelo Business, o que tem desanimado empreendedores na adoção do sistema.
Mesmo diante dos obstáculos, não se pode negar a importância da comunicação permitida por meio da plataforma. Sendo um dos canais de preferência dos brasileiros, ele cria a oportunidade do usuário decidir como deseja se comunicar, permitindo compartilhar áudios, fotos, vídeos e outros, facilitando ainda mais a solução de problemas.
Com o cliente no comando, cabe às empresas se adequarem à forma como esses querem ser atendidos, sempre respeitando as melhores práticas para cada canal. Levando em conta que ele comprovadamente tem sido um dos maiores solucionadores de problemas, é imprescindível que ele faça parte da estratégia do seu negócio.

(Fonte: Rodrigo Ricco, CEO da Octadesk, especializada na gestão de atendimento ao cliente)

O futuro das telecomunicações passa pela reforma do Fust e Fistel

Basílio Perez (*)

Criado em 2000 para financiar a universalização do serviço telefônico no Brasil, o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) é um bom exemplo de péssima utilização de recursos públicos

Formado pela contribuição anual de 1% da receita de todas as empresas do setor (dos R$ 21 bilhões arrecadados desde 2001, foram aplicados no setor apenas R$ 341 mil de acordo com o TCU - ou seja 0,002% do total, efetivamente um percentual ínfimo). Entra governo, sai governo, e os recursos do Fust continuam a ser utilizados para suprir o famigerado superávit primário da economia.
Outro fundo importante para o setor, o Fistel, criado para financiar as despesas de fiscalização da Agência, não teve melhor sorte. Desde a sua criação, em 1997, o orçamento da Anatel tem sido muito menor do que a arrecadação do Fistel, o que traz prejuízos para o setor de duas formas: onera as empresas de forma desproporcional e deixa a Anatel sem condições financeiras para desempenhar sua atividade de regulação e fiscalização do setor de forma adequada.
Esse debate é tão antigo quanto o próprio setor de telecomunicações no Brasil, mas é sempre oportuno tocar no assunto, ainda mais em época de eleição. Não há dúvidas de que o futuro das telecomunicações no Brasil passa diretamente pela utilização efetiva dos fundos setoriais, já que existem áreas que não são economicamente viáveis para a iniciativa privada e que devem, sim, ser objeto de políticas públicas financiadas com recursos públicos. Afinal, eles estão aí para isso.
Passados 18 anos desde sua criação, a utilização dos recursos do Fust agora enfrenta um imbróglio jurídico. A questão é que ele foi criado para financiar a universalização do serviço telefônico, objetivo esse que já foi atingido. Juridicamente, ele não pode ser usado para outros serviços, tal como a expansão da banda larga, prioridade central do setor no País. Embora haja diversos projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que tentam desfazer esse nó jurídico, nenhum deles mereceu o apoio necessário do Executivo e, assim, o Fust continua sendo recolhido sem poder ser aplicado no setor.
Dentro de algum tempo, o Congresso Nacional deve receber mais um projeto de lei que aborda essa questão. Na verdade, este projeto de lei objetiva modernizar o arcabouço legal olhando para o futuro, tratando também de internet via satélite e IoT.
O autor da proposta é o conselheiro da Anatel e ex-senador Aníbal Diniz. O anteprojeto de lei já foi aprovado pelo conselho diretor da Anatel e agora está nas mãos do Ministério da Ciência Tecnologia Comunicações e Inovações (MCTIC), a quem caberá introduzir o projeto para sua tramitação no Congresso Nacional. A grosso modo, o projeto atua em três vertentes. A primeira é desfazer exatamente esse nó jurídico que impede o Fust de ser usado na banda larga. De forma habilidosa, própria de quem conhece os meandros da administração pública, o projeto cria um "comitê gestor do FUST", coordenado pelo MCTIC, e formado por representantes de quatro ministérios: Ministério da Educação, Ministério da Defesa, Ministério da Saúde e da Justiça. Da forma como foi previsto, esse comitê teria peso político e institucional, facilitando o direcionamento de recursos para serem aplicados no setor.
A outra vertente é a da banda larga satelital. Reconhecendo que muitas áreas do país só terão acesso via satélite, o projeto iguala a Taxa de Fiscalização de Instalação (TFI) das estações de satélite de pequeno porte à TFI das estações do SMP, desonerando o custo para implantação da infraestrutura. A terceira vertente é a da Internet das Coisas (IoT). O projeto zera a TFI e a TFF de todos os dispositivos IoT.
O anteprojeto de lei foi elaborado no escopo das discussões do Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT) que está atualmente em consulta pública, pela Anatel. O PERT faz um amplo diagnóstico das redes de telecomunicações identificando as lacunas de cobertura e de atendimento e elenca algumas possíveis fontes de financiamento. Uma delas é o uso do FUST, que o anteprojeto de lei tenta destravar.
Essa é mais uma proposta, entre as muitas que existem no Congresso Nacional para resolver essa questão e o objetivo aqui não é avaliar se ela é boa ou ruim. Uma coisa é certa: enquanto o setor de telecomunicações não entrar na agenda nacional como uma prioridade – e isso aparentemente não vai acontecer nos próximos quatro anos a julgar pelos programas de governo dos candidatos a presidente – vamos, enquanto país, continuar patinando na universalização do acesso à Internet.

(*) É presidente da ABRINT

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