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Digitalização inclusiva: a chave para o desenvolvimento econômico, social e competitivo do Brasil

A dias do segundo turno, candidatos e seus coordenadores de campanha usam cada segundo disponível para apresentar aos eleitores motivos para receberem seus votos

Foto: Reprodução

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Adelson de Sousa (*)

Em busca de confiança, tecem discursos acalorados com suas propostas para resolver questões estruturais em educação, saúde, segurança, desemprego e economia, entre outros. É uma pena que, apesar da energia em busca de eleitorado, muitas dessas sugestões estão presas a raciocínios ultrapassados e distantes das mudanças necessárias para alavancar a economia brasileira e gerar empregos.

Vivemos um momento com grande pulverização política. Entretanto, é imprescindível arregaçarmos as mangas e trabalharmos em conjunto para buscar soluções reais, aplicáveis e com retorno em curto e médio prazos. Atualmente, existem cerca de 250 mil vagas abertas para profissionais de tecnologia que não são preenchidas por falta de mão de obra qualificada. E estimativas do setor apontam que, até 2020, as oportunidades na área de tecnologia devem triplicar. Enquanto isso, 13 milhões de brasileiros encontram-se desempregados.

É para mudar este cenário que lançamos, em agosto, o Movimento Brasil Digital – Por um país inovador e inclusivo. Hoje, somos 27 grandes empresas, dos mais variados setores da economia, com o mesmo propósito: colocar a digitalização no centro da estratégia do país, de maneira inclusiva e humanizada, apoiando a formação da sociedade nas habilidades da Indústria 4.0 e preparando-a para os empregos do futuro, a fim de garantir a sustentação do crescimento econômico do país.

A digitalização está fortemente inserida nas políticas públicas de grandes economias do mundo, garantindo produtividade às empresas, competitividade internacional e serviços de qualidade aos cidadãos. Ao mesmo tempo, impõe desafios em áreas como educação, trabalho, sustentabilidade e políticas sociais. E o Brasil precisa, o quanto antes, vivenciar e se destacar nesse âmbito.

Por isso, buscamos articular o diálogo entre os setores público e privado, de maneira completamente apartidária, para discutir soluções de desenvolvimento digital a partir de propostas mapeadas em cinco dimensões estruturais: educação, empreendedorismo, infraestrutura, governo e inclusão social.

Em educação, é preciso garantir a inclusão e alfabetização digital de toda a população, principalmente entre as pessoas com baixo poder aquisitivo ou com acesso à tecnologia abaixo da média. Também é necessário prepará-las para as ocupações do futuro no mercado de trabalho.

Para fortalecer o empreendedorismo, apoiar o desenvolvimento de startups e incentivar a digitalização de pequenas e médias empresas. Investir em pesquisa e desenvolvimento, em projetos que envolvam governo e iniciativa privada, é essencial para garantir que o país desenvolva o conhecimento necessário para a transformação digital.

Na área de infraestrutura, é preciso solucionar problemas de cobertura e qualidade. Para crescer, o Brasil precisa garantir conectividade inclusive em regiões distantes dos centros empresariais, ampliando redes ópticas e melhorando os serviços de comunicação móvel. Vale ressaltar que também deve garantir a segurança e a privacidade dos dados dos usuários.

E, para que todas as sugestões acima saiam do papel, o governo deve se posicionar como indutor de novas tecnologias, usando-as não apenas como meio de entrega de serviços aos cidadãos, mas também como ferramenta de transformação da própria administração pública. Devem-se criar políticas públicas de apoio à digitalização, além de modernizar o ambiente legal e regulatório em áreas de segurança da informação, dados e mercado de trabalho.

Além disso, é importante desenvolver a digitalização de forma inclusiva, maximizando os benefícios tecnológicos para a sociedade, por meio da formação das pessoas, para que utilizem as novas tecnologias e integrem ocupações de trabalho inéditas. Com isso, é possível criar mais oportunidades e preparar a população para desenvolver as atividades em negócios da nova economia, bem como para ocupar postos de trabalho que surjam a partis das novas tecnologias.

Temos muito trabalho pela frente, mas ainda dá tempo de tornar o Brasil em um país de destaque no novo mundo digital. Do lado de cá, estamos desenvolvendo um plano de ação para a digitalização humanizada e inclusiva até 2025. Esperamos que nossos próximos governantes, de sua parte, façam o mesmo. Assim, poderemos nos transformar, além de beneficiários, em criadores e exportadores de novas tecnologias.

(*) É Presidente do Conselho Estratégico do Movimento Brasil Digital e Presidente Executivo da IT Mídia.

Jogando junto: Pro Clubs é a melhor novidade do FIFA 19

Foto: Reprodução

Se você conhece o jogo de futebol virtual FIFA, da Electronic Arts, sabe que normalmente todos os 11 jogadores da equipe são controlados por apenas uma pessoa. Por anos, o game era jogado dessa maneira e assim se popularizou. O que você possivelmente não sabe é que existe uma forma diferente de jogar, que vai muito além do individualismo. Um modo dentro do jogo que permite que 11 pessoas controlem os 11 jogadores, cada um na sua posição. Bem-vindo ao Pro Clubs. 

A modalidade Pro Clubs foi apresentada aos tradicionais jogadores do game na edição 09 do FIFA e completará 10 anos em 2018. Apesar disso, muitas pessoas ainda não conhecem ou negligenciam o potencial competitivo e a diversão da modalidade. O modo, que permite partidas com até 22 jogadores ao mesmo tempo, começa agora a ganhar o seu espaço, sobretudo com a explosão das competições de eSports no mundo.
E no Brasil, não é diferente. De acordo com a consultoria Newzoo, o FIFA é o título assistido com mais frequência pela audiência de eSports no País. Somado a isso, o mercado brasileiro de jogos cresce a cada ano - ainda segundo a Newzoo, temos hoje 75,7 milhões de jogadores, que vão gerar uma receita de US$ 1,5 bilhão este ano. É nesse movimento que a modalidade Pro Clubs, com seu caráter competitivo, pega carona.
Apesar de ainda ser pequena em comparação com o universo total de jogadores de FIFA, a comunidade de Pro Clubs é bastante estruturada e ativa. E o grau de profissionalização e competitividade vem crescendo. Já existem diversas equipes associadas a clubes de futebol que investem em jogadores. Exemplos são o Atlético-PR e o EC Vitória (BA). Além disso, grandes marcas já apostam nesse mercado, como é o caso Ponto Frio - a varejista escolheu licenciar uma equipe de Pro Clubs - a Nissin, que adquiriu os naming rights do maior torneio da temporada - e a Amazon, que abriga as transmissões através de seu serviço de streaming, a Twitch.
Com isso, os campeonatos virtuais de futebol de Pro Clubs passam também a ganhar importância para as equipes e seus jogadores. E estas também passam por um processo de profissionalização, oferecendo estrutura, suporte e principalmente premiações que justifiquem todo esse processo. É uma demanda da comunidade para que passe a ganhar força e atraia cada vez mais adeptos.
A VPSLeague, a principal liga de Pro Clubs do País, conta hoje com 40 mil jogadores cadastrados na sua base. No atual Campeonato Brasileiro de Pro Clubs (CBPro), do FIFA 18, 400 times foram inscritos, divididos nos circuitos Profissional e Amador. Além das equipes do Atlético PR e do EC Vitória (BA), a competição contou com a participação do Gama (DF), do XV de Piracicaba, Doze (ES) do Botafogo-PB. Além disso, equipes de eSports como a Black Dragons e a CNB (equipe de eSport que tem como um de seus sócios o ex-jogador Ronaldo Fenômeno) também marcaram presença.
Cada vez mais a modalidade Pro Clubs vai ganhar espaço entre jogadores, equipes de futebol, marcas e da própria mídia, que percebe o potencial de audiência do eSport como entretenimento. A evolução do futebol virtual contribui para isso, atualizando a maneira que novas gerações vivem a paixão pelo futebol, e mudando a forma com que fazem suas escolhas de consumo relacionadas ao esporte. O individualismo, como conhecíamos antes, será deixado de lado, o espírito cooperativo passará a dominar e o sonho de se tornar um jogador de futebol profissional poderá se tornar realidade, mesmo sem sair de casa.

(Fonte: Nuno Bianchi é sócio-diretor da VPSLeague, principal liga virtual de futebol profissional do Brasil. https://www.vpsleague.com/)

Os benefícios da integração resolutiva da DevOps

Flávio Paiva (*)

Qual é a definição desta tendência crescente no mercado de TI e como aplicá-la de forma eficaz na dinâmica de trabalho de uma empresa

O conceito primordial que baseia a metodologia é certamente a integração comunicativa de departamentos e ferramentas de trabalho para um alcance mais ágil e efetivo dos resultados desejados. Ao incorporar as atividades dos desenvolvedores de software às referentes aos profissionais responsáveis pela infraestrutura de TI de uma empresa, as DevOps têm como objetivo o alinhamento destes dois setores de forma que seu trabalho conjunto esteja apto a complementar lacunas, realizar um controle mútuo de qualidade de seus processos, identificar falhas e necessidades e assim, supri-las e entregar um resultado que contemple ambos os departamentos e suas respectivas especificações operacionais.

Do conceito à prática
A ideia por trás da DevOps é relativamente simples: integração de setores para o alcance de resultados otimizados. Porém, sem um planejamento estratégico baseado em análises periódicas da dinâmica de trabalho de um local, agir efetivamente de acordo com o que a metodologia propõe pode ser um desafio, afinal, DevOps são, antes de qualquer coisa, um conjunto de práticas advindas da implantação de uma cultura de colaboração e comunicação transparente entre profissionais de diferentes áreas e especialidades. E quais práticas são essas?
• Manter sempre o foco: muitas vezes, algo que se torna um obstáculo no ciclo de vida saudável de um projeto é direcionamento equivocado dos esforços de um ou mais profissionais somente à sua área de expertise, e não necessariamente ao objetivo que as equipes têm em comum. Isso pode eventualmente descentralizar as atividades e enfraquecer o produto final, o que só reforça a necessidade de uma cultura em que prevaleça a qualidade do que é entregue através de toda a performance de um time, e não de somente um indivíduo e sua respectiva função designada.
• Utilize métricas de performance: uma vez que o produto final já é visualizado completamente pelos membros de um projeto, para nos certificarmos de que cada operação está cumprindo sua tarefa plenamente, análises regulares são necessárias para que ocasionais erros sejam identificados a tempo de serem reparados e não comprometerem o resultado a ser entregue.
• Empoderamento de equipes: embora o resultado de um projeto seja o foco da metodologia de DevOps, para que isso seja alcançado, um time motivado e engajado em suas atividades faz toda a diferença em todas as etapas do processo. Para isso, manter uma postura de liderança flexível, aberta ao diálogo e apta para compartilhar conhecimentos se torna um fator fundamental.
• Formação de times multidisciplinares: quando falamos de um modelo de trabalho integrado e colaborativo, especialmente na área da tecnologia, profissionais que não mais se restrinjam única e exclusivamente a um campo de atuação são vitais para o pleno funcionamento de uma empresa. Ser especializado em determinado tópico é imperativo à sua atividade, porém, atualmente, a flexibilidade já se apresenta como um grande diferencial. Logo, devemos considerar sempre o investimento em diversas capacitações que torne um colaborador apto a analisar e agir sobre todo o leque que abrange a sua profissão.
• Padronização de ambientes e protocolos de ação: para que tudo que foi apresentado acima possa funcionar adequadamente, é necessário a adoção de métodos de gerenciamento e supervisão iguais para todos os setores. Documentos, relatórios de atividades, diagnósticos de processos, medidas desta sorte permitem que tudo ocorra com alinhamento e, além disso, que departamentos superiores consigam remediar incidentes e oferecer assistência com mais agilidade e eficiência.

O papel da automação
Após finalizadas as etapas previamente citadas, chegamos ao ponto que se relaciona diretamente com a principal proposta da DevOps: a gestão inteligente e estratégica de uma infraestrutura de TI e suas ferramentas. E é aqui então que nos deparamos com o conceito de IaC, “infrastructure as code” – infraestrutura como código, em tradução livre.
Este conceito que é um dos pontos-chave da DevOps propõe o uso de scripts para a automação de tarefas que, até então, eram exclusivamente manuais. Com o desenvolvimento de softwares capazes de gerir todos os dados a ele alimentados, estas funções podem ser realizadas de maneira ininterrupta, cíclica e em larga escala. Dentre os benefícios resultantes da utilização da IaC, podemos destacar a queda nas taxas de falhas de processos, o ganho de tempo, a economia de recursos e a diminuição do número de auditorias de análise, por exemplo.
De acordo com o estudo realizado pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) em parceria com a consultoria IDC, atualmente, o Brasil já é a 9º maior economia atuante no cenário de TI, tendo registrado um crescimento de 4,5% de recursos investidos na área somente no ano de 2017. Além do que, já lideramos o mesmo ranking na América Latina – isso mostra o potencial de player global que temos e, mais do que isso, a necessidade imediata de continuar caminhando para frente neste aspecto, afinal, este mesmo estudo corrobora esta afirmação: as previsões segundo seus dados coletados são de um crescimento de 4,1% no segmento de TI em 2018. Por que não então investirmos no que impulsiona nossos processos e resultados e nos beneficiarmos de um cenário de tamanhas oportunidades como o que nos encontramos agora?

(*) É gestor de TI, engenheiro elétrico, sócio e CEO da ITO1

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