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Mercado vê amadurecimento das startups após a crise

A sabedoria popular é infalível: depois da tempestade realmente vem a bonança. O cenário econômico do Brasil é um exemplo disso

Foto: Reprodução

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Eduardo Küpper (*)

Após passar por uma grave crise nos últimos anos, o país já dá sinais de recuperação e mostra que o pior está ficando para trás. E neste cenário de retomada do crescimento, as startups consolidam a sua presença no mercado.

Nesta última década, a turbulência econômica no país exigiu muita inovação, necessidade de reinvenção, eficiência e criatividade para lidar com os problemas – justamente o que as startups têm de melhor.

Com um perfil mais resiliente, justamente porque lutam para viabilizar uma ideia, os empreendedores que investem no próprio negócio têm um preparo muito maior, o que atrai mais capital. A tecnologia, que envolve o uso do smartphone, transformou a vida da população e abriu caminho para muitas aplicações no dia a dia. Hoje, um software costuma ter funcionalidades excelentes a custos irrisórios, sem contar a capacidade de segmentação e eficiência.

A tempestade...
Os últimos anos no Brasil não foram fáceis. Em 2015 e 2016, por exemplo, o PIB (Produto Interno Bruto) recuou 3,5% nos dois anos. Em 2017, teve um ligeiro aumento de 1%, de acordo com dados do IBGE. Já os investimentos privados caíram para 13,7% do PIB no levantamento de 2017, o menor índice desde 2000, segundo estimativas do Cemec (Centro de Estudos do Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais).

Em momentos de crise, as empresas precisam melhorar sua proposta de valor para os clientes, seja diminuindo os custos, lançando produtos mais atrativos ou oferecendo novos serviços. Do outro lado, a recessão preocupa os empresários, levando-os a cancelarem contratos, pausarem investimentos e reduzirem suas equipes.

Evidentemente, as startups são afetadas pelo cenário econômico, mas diferentemente das grandes corporações, aproveitam esses momentos para encontrar ótimas oportunidades. A entrada desses novos players ajuda a reduzir os custos, modificando mercados consolidados ou criando novos. A redução da força de trabalho, por exemplo, permite que elas possam contar com profissionais experientes que passam a estar disponíveis no mercado e com apetite de empreender.

Mas nem tudo é vantajoso. Durante um período de retração, é comum o encerramento de programas de incentivo à inovação e com a crise os consumidores tendem a ficar menos propensos ao consumo de novos produtos e serviços. Assim, é comum ver startups promissoras fecharem suas atividades do dia para a noite. Pesquisa realizada pelo Sebrae e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços indica que 30% das startups analisadas fecharam as portas no último ano.

... e a bonança
Contudo, quando a economia começa a voltar a crescer, as sobreviventes saem na frente das demais. Elas se mantêm ativas em seus mercados porque foram capazes mais eficientes no emprego do capital que tinham em mãos. Quando a maré muda e novos recursos começam a entrar, o crescimento costuma ser bem mais expressivo do que a média do setor.

Os fundos de private equity investiram R$ 15,2 bilhões em 2017, um aumento de 36% em relação ao ano anterior, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap) – os números não citam os fundos globais. Os investimentos alavancaram os negócios de 175 empresas, o que significa crescimento de 10,2%.

Além disso, a Abvcap estima que as gestoras de private equity tenham R$ 30 bilhões para capitalizar empresas no Brasil, o que inclui novos fundos e outros já captados que ainda não esvaziaram o caixa. Uma das explicações é justamente a retomada do crescimento econômico, já que a expectativa é um crescimento de até 30% dos aportes no país até o fim do ano. O fluxo de capital para empresas oriundo de VCs e anjos segue o mesmo padrão.

As oportunidades de investimento atingem todos os estágios. Desde a fase inicial, com a criação da empresa, até a consolidação em seu mercado de atuação. Dessa forma, basta alguns anos com um ciclo de crescimento acelerado para que a startup seja alçada à referência e, em alguns casos, extrapole suas funções e seu setor – sendo reconhecida até por quem não utiliza seus produtos e serviços.

Companhias com alto teor de inovação no seu dia a dia e competitividade são imprescindíveis para o ecossistema empresarial e para a economia em geral. Elas são o catalisador da renovação e criação de valor, e justamente por isso, são as que mais impactam, positivamente, o período de bonança e retomada econômica.

(*) É MBA pela Wharton Business School e MA em Estudos Internacionais pelo The Lauder Institute, na Universidade da Pensilvânia e Co-fundador da Wharton Alumni Angels Brasil- O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

O impacto da IoT e Wearables na saúde

Foto: Reprodução

Muitos idosos manifestam interesse em permanecer em suas casas pelo maior tempo possível à medida que envelhecem. Como resultado, o mercado de assistência médica domiciliar (home healthcare) teve um enorme crescimento, com muitas empresas tentando aproveitar essa nova demanda. Atualmente existem mais de 300 mil aplicativos no mercado de “health tech”. Tendências tecnológicas como Internet das Coisas (IoT), videoconferência e dispositivos vestíveis (wearables) estão sendo introduzidos para tornar o desejo de ficar em casa mais real.
De acordo com a Gartner o mercado de wearables tem um crescimento anual estimado de 16,7% e pode atingir US$ 34 bilhões em 2020. No Brasil a tendência se confirma, mas ainda a passos lentos. Segundo um recente estudo do Grupo Technos, o consumo anual de relógios inteligentes do brasileiro ainda é quatro vezes menor do que a média mundial de consumo. Por outro lado, a aquisição de smartphones no Brasil é uma dos maiores do mundo e o país representa 4,4% de todo mercado global. Isso mostra uma aderência a tecnologias móveis, mas por enquanto restritas aos telefones inteligentes.
O papel dos dispositivos conectados foi novamente evidenciado com o lançamento do novo relógio inteligente da Apple. A versão mais recente do Apple Watch inclui novos recursos de saúde, como um acelerômetro e um giroscópio, que podem detectar quedas bruscas, e um sensor de frequência cardíaca que pode fazer um eletrocardiograma usando um novo aplicativo de ECG. Jeff Williams, diretor de operações da Apple, chamou o relógio de "um guardião inteligente para sua saúde".
Usando eletrodos e um sensor elétrico de frequência cardíaca, o Apple Watch Serie 4 permite que os usuários façam uma leitura de ECG diretamente de seus pulsos através do aplicativo de ECG. O aplicativo pode classificar se o coração está batendo em um padrão normal ou se há sinais de fibrilação atrial. Todas as gravações são armazenadas no aplicativo Health em um arquivo que pode ser compartilhado com os médicos.
O recurso de detecção de queda usa um acelerômetro e um giroscópio, que mede até 32g de força, junto com alguns algoritmos personalizados, para identificar quando ocorre uma queda brusca. “Ao analisar a trajetória do pulso e a aceleração do impacto, o relógio inteligente envia ao usuário um alerta após uma queda, que pode ser dispensado ou usado para iniciar uma chamada para o serviço de emergência”, segundo a empresa. “Se o Apple Watch sentir imobilidade por 60 segundos após a notificação, ele automaticamente chama o serviço de emergência e envia uma mensagem com a localização do usuário.”
Reduzir quedas e re-hospitalizações são o grande foco das empresas de saúde. Calcula-se que os gastos decorrentes de quedas e lesões relacionadas a quedas custem bilhões de dólares todos os anos e podem crescer para quase US$ 60 bilhões até 2020, de acordo com o HUD.
Este não é o primeiro produto da Apple para o mercado de saúde. Em 2016 a empresa lançou a CareKit, uma rede de software que permitiu o monitoramento de condições médicas em casa com um iPhone. Muitas outras grandes empresas também estão entrando nesse mercado. Por exemplo, a varejista de produtos eletrônicos Best Buy adquiriu a GreatCall, uma empresa que desenvolve e vende smartphones, smartwatches, dispositivos de alerta médico e outras tecnologias de alto nível para apoiar e ampliar a independência de idosos. A Amazon também está explorando aplicativos nesse mercado por meio de seu dispositivo Alexa. A companhia criou uma equipe dentro de sua divisão de assistente de voz Alexa chamada "saúde e bem-estar", que inclui mais de uma dúzia de pessoas.
Esses dispositivos conectados, sensores internos e os dados coletados permitem que os indivíduos mantenham suas vidas independentes com um risco muito menor. Hospitais, profissionais e fabricantes de dispositivos para saúde utilizam a IoT para manter os pacientes conectados remotamente aos provedores e serviços de saúde. Ao rastrear os sinais vitais do paciente e os indicadores de seu estado de saúde através de dispositivos de saúde, é possível melhorar os resultados, permitindo que os prestadores atendam a mais pacientes, reduzam as visitas hospitalares e diminuam os custos gerais com a saúde.
A ideia é simplificar a gestão de saúde para que o usuário possa continuar vivendo uma vida normal em casa. Em segundo plano, os dispositivos compartilham as leituras com segurança, de modo que qualquer sinal de alerta possa ser captado e qualquer lembrete diário de medicação possa ser enviado proativamente aos pacientes. A tecnologia possibilita não só esse monitoramento como ajudar o usuário a ter uma vida mais saudável, aumentando a expectativa de vida da população.

(Fonte: Barrett Coakley é Gerente de Marketing de Produtos da ClickSoftware, líder no fornecimento de soluções para a gestão automatizada e otimização da força de trabalho e serviços em campo.

Quatro passos para sua empresa aproveitar a Black Friday

Francisco Cantão (*)

Quando lemos sobre a Black Friday é inevitável pensar nos grandes descontos oferecidos pelos lojistas aos consumidores e como é possível comprar vários itens no e-commerce a preços vantajosos

Contudo, não são apenas as pessoas que podem aproveitar a data. O período também é importante para as empresas que prestam serviços e vendem soluções para lojas virtuais. O mercado B2B online no Brasil está em alta e deve movimentar R$ 2,04 trilhões neste ano, um aumento de 12,5% em relação à 2017, de acordo com estimativa da E-Consulting. Para potencializar esses números, é essencial que as companhias se preparem para estes eventos. Confira algumas dicas:

1 – Acrescente valor ao invés de simplesmente dar descontos
Oferecer produtos e serviços com o preço mais em conta é o que explica o sucesso da Black Friday aos consumidores. Contudo, essa lógica nem sempre é aplicada com êxito nas negociações entre empresas. O preço segue como um tópico importante para a avaliação dos fornecedores, mas o cliente pode se interessar mais se a solução que ele adquirir tiver novas funcionalidades ou mais recursos que atendam a seus processos e facilitem seu trabalho durante o período de compras.

2 – Esteja ao lado de seus parceiros
Durante as 24 horas de promoção, o tráfego nas lojas virtuais é intenso e exige que a empresa esteja preparada para atender todas as demandas. É uma ótima oportunidade para seus parceiros mostrarem que apoiam e valorizam o crescimento de seus clientes. Deixe uma equipe de atendimento e suporte de prontidão caso o lojista tenha algum problema com a sua solução ou precise tirar dúvidas. Não deixe que ele tenha prejuízo por sua culpa e, principalmente, ofereça ferramentas que melhorem o negócio dele.

3 – Planeje-se com antecedência
Da mesma forma que uma loja virtual deve se preparar com antecedência para atender o volume de pedidos durante a Black Friday, um fornecedor de e-commerce também precisa se planejar se quiser aumentar seu faturamento por conta da data. Isso implica a necessidade de ter uma estratégia de vendas bem delineada antes dos empreendedores digitais buscarem fornecedores para potencializarem seus sites – afinal, quanto mais preparado você estiver, mais vantagens irá ter diante da concorrência.

4 – Anuncie e divulgue sua marca nos principais canais de comunicação
Por fim, é preciso divulgar e promover sua marca e seus serviços nos canais de comunicação que seu público-alvo frequenta. Mostre as vantagens que sua empresa possui diante da concorrência e reforce o que ela pode fazer pela parceira principalmente em um momento tão importante como a Black Friday. Para isso, um posicionamento nas redes sociais é importante e a produção de vídeos em forma de tutorial facilita o entendimento dos potenciais clientes.

(*) É fundador do site Black Friday de Verdade e sócio-diretor da Proxy Media Marketing Digital.

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